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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cinema: Monty Python - A Vida de Brian


Olá;

Hoje é dia de puxar o saco do maior grupo de comédia de todos os tempos! O Monty Python, formado por Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam, começou suas atividades no programa de televisão Monty Python`s Flying Circus, em 1969. O programa teve apenas quatro temporadas, mas o impacto do humor absurdo do grupo chegou a ser comparado ao impacto dos Beatles na música. O grupo fez shows, programas de rádio e até mesmo filmes, como "Em Busca do Cálice Sagrado" e "O Sentido da Vida", mas não é deles que eu vou falar hoje.

Hoje o assunto é a obra prima do grupo, o melhor trabalho do Monty Python segundo John Cleese, membro do grupo considerado o segundo maior humorista de todos os tempos. Hoje o assunto é "A Vida de Brian".

A Vida de Brian, de 1979, faz uma crítica ao fanatismo religioso e à igreja. O filme conta a história de Brian, um jovem judeu comum que, revoltado com a ocupação romana na Judéia, se envolve com grupos revolucionários e acaba sendo confundido pela ingênua
população de Nazaré com um Messias! A partir daí o que se vê é uma sequência de paródias de cenas até então engessadas pelos tabus da igreja e da sociedade como um todo.

O grupo transita com muita facilidade pelo humor non-sense característico, o besteirol e o humor inteligente. Os seis membros do Monty Python interpretam praticamente todos os personagens do filme, abusando das maquiagens, barbas falsas e vozes engraçadas, ao mesmo tempo em que
apresentam, de modo sofisticado, o lado ruim da religião tão próxima das cabeças e das vidas das pessoas. Tão sofisticado que foi incompreendido pelas cabeças mais simples.

O filme foi acusado de blasfemo, e houve muitos movimentos encabeçados pela igreja católica para que "A Vida de Brian" fosse proibido. Nenhum deles obteve sucesso justamente porque o filme não ofende em nenhum momento o mito de Jesus Cristo, mas sim a postura da igreja católica.

Enfim, recomendo demais essa comédia, eleita a maior comédia inglesa de todos os tempos. Dêem umas boas risadas enquanto refletem sobre certas coisas da vida.

Espero que gostem.

marcus


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cinema: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Olá.

Hoje a dica de filme é um clássico de Woody Allen, um dos meus filmes preferidos. "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" curioso título em português para o filme "Annie Hall", de 1977, conta uma história simples de uma maneira bastante complexa. Complexa, neurótica e unica.

A história é a seguinte: Alvy Singer (Woody Allen) , é um comediante pessimista e neurótico que, depois de passar por relacionamentos amorosos insatisfatórios, encontra a atriz, fotógrafa e cantora Annie Hall (Diane Keaton), e o filme se desenrola contando o que acontece no relacionamento dos dois, ao mesmo tempo que escava, nas memórias de Alvy, alguns dos motivos pra tanta neurose.

É mesmo um filme imperdível pra quem gosta de qualquer forma de humor não convencional. Woody, que além de ser co-autor do roteiro e atuar, dirige "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", consegue extrair humor de cenas trágicas ao mesmo tempo em que utiliza técnicas e conceitos do diretor italiano Federico Fellini, dando ao filme um toque surreal em cenas em que, por exemplo, Woody se vê adulto na escola
onde estudou quando garoto, cercado por seus coleguinhas, ainda pequenos, discutindo com a professora sobre as razões do seu desejo sexual ter se manifestado tão cedo!

E não se engane, essa não é uma comédia romântica como as feitas hoje em dia. "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" está em um patamar totalmente diferente. O humor é outro, e o foco de forma alguma é na beleza do amor, ou no romantismo em si. Se vocês assistirem a cena do primeiro beijo do casal, vocês entenderão o que eu quero dizer.

Espero que gostem.

marcus